sábado, 23 de abril de 2011

Mistérios

Na descoberta de si próprio, o homem encontra, escondido no seu próprio mistério, o mistério e a grandeza de Deus.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SONHOS DESFEITOS!

Foi num lacrimoso dia dos finais da Primavera… um daqueles característicos dias solares em que os pingos da chuva vão alternando continuamente com os raios de Sol escaldante e os minutos se sucedem num rodar tão permanente que parece não ter fim.
Enquanto o Sol ia sorrindo por entre a densidade das nuvens e iluminando a terra com os seus esplendorosos raios, uma alegre e colorida borboleta voava por entre a frescura da ramagem, junto a um pequeno regato, embalada pela maravilhosa beleza que a circundava. Subitamente, deparou-se com uma papoila empalidecida… à míngua das carícias fulgurantes e directas do calor e luz solares!
Entreolharam-se meigamente, depois do que a borboleta sussurrou:
- Como é possível, papoila linda?!... Isto não é lugar para ti!
E… velozmente… como que para superar tanta carência de afecto… imobilizou as suas leves asas para as poisar sobre as fragilizadas pétalas, acalentando-as com a maior ternura e carinho do palpitar suave e quente do seu bondoso coração. Entre soluços partilhados, abraçaram-se meigamente, expandindo felicidade!
Entretanto, duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros ondulados, apareceram, saltitando e cantarolando.
Nas mãos aveludadas e macias traziam uma pequena rede amarela e um saquinho azul.
Sem mais demoras, lançaram a rede sobre a borboleta e, de imediato, muito cuidadosamente, retiraram da terra embevecida a esguia papoila para colocá-la, com todos os cuidados possíveis, num vasinho verde retirado do interior do saco.
Amargamente surpresas… a papoila e a borboleta… bem queriam dar continuidade à sua felicidade pessoal e à alegria desmedida e louca daquelas inexperientes crianças… mas não conseguiram resistir à mágoa da separação, à perca irreparável do seu incomparável cantinho nem da sua tão genuína liberdade!...
E… lentamente… a borboleta foi imobilizando as asas, e a papoila… magoada e enternecida… foi deixando murchar as folhas ao mesmo tempo que deixava cair, uma a uma, todas as suas pétalas!…
De olhares lacrimosos e corações feridos, as duas meninas, silenciosa e desoladamente, iam-se encaminhando para as suas casas!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudades!...


Tenho saudades do Sol

Do vento, das borboletas,

Do murmúrio das águas

Do silêncio e solidão

Que deixa o corpo sozinho

Mas preenche o coração.



Tenho saudades da vida

Do correr, do saltitar,

De fazer o que é preciso

Sem nada desamparar

De dizer que sou feliz

Com tudo o que acontecer

Porque não consigo mesmo

Descobrir ser nesta lida

Algo que possa ser útil

No desenrolar da vida.



Tenho saudades de tudo

Que me fazia crescer,

Pois p’ra crescer nesta hora

Terei de ser, sem demora,

Algo que vive a morrer.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O casamento


Casamento… é coisa muito séria!

Não é de um dia – é de uma vida!

Sobre o que existe – vai-se construindo!

Se não formos inovadores como crianças – o casamento morre!

Se tivermos ideias feitas – definha!

Se não brincarmos – arrefece!

Se abusarmos – queima!

Se não partilharmos – desune-se!

Se nos abrirmos demais – perde o interesse!

Se nos distrairmos – perdemos a corrida!

Se estivermos atentos demais – criamos ciúmes doentios!

Se estivermos sempre perto – criamos enjoo!

Se nos dispersarmos – provocamos medo!

Se formos sempre calmos – ninguém dá por nós nem nos liga!

Se formos condescendentes – podemos provocar abusos!

Se compreendermos – há o deixa correr!

Se desesperarmos – há berros e arrelias!

Se… se… se…

Tantos SSSSSSSSSSS……

é um nunca mais acabar!

Mas tudo bem caldeado

com um pouquinho de amor,

carinho e compreensão,

reanimaremos as forças

da alma e do coração…

e a vida não mais será

um mar de dor e aflição!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por onde ando


Por onde ando?

Eu circulo
por este mundo
belo
e pleno
de ásperas incertezas,
nas gentilezas
das doces madrugadas,
nas tardes turbulentas,
nas noites maltratadas,
sob um Sol radioso
ou um céu cinzento,
sob a neve que lentamente
cai,
ao sabor do vento
que nos eleva com suavidade
ou com muita força
nos atropela e empurra,
ao som de hinos
e esbeltas melodias
ou de estrondosos ruídos
e inconstantes tropelias.

E assim vou vivendo
ora a rir, ora a chorar,
procurando encontrar
com muito ardor
o caminho
que deverei trilhar
para alegrar
com meu viver
o Criador!

sábado, 19 de março de 2011

MONENTOS DESANIMADOS...

Não sei se morro ou estou viva
E para mim é indiferente
Ando algures, aqui, perdida
Que já nem pareço gente.

Sinto uma tal aflição
Que eu não posso suportar
E a minha maior angústia
É não conseguir chorar.

Que foi que me aconteceu?
Em nada me reconheço
Dos tempos em que fui “eu”
Até disso já me esqueço.

Fui “eu”… ou pensava ser,
E agora é que “eu” sou?!...
Não sei! Queria saber
Mas não sei se saber vou.

Vou andando por aí,
De pé, como toda a gente,
Mas desfeita e baralhada
Tão confusa e acabrunhada
Que em nada me reconheço…
A continuar assim
Senhor, Tu tem dó de mim,
Por Amor, isso Te peço.

2011/03/17 – 12.13h

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mentiras.....

Descobrir uma mentira é a maior desilusão do ser humano... mas verificar uma dissimulação é ainda mais difícil, porque é constatar uma mentira assumida e camuflada...

domingo, 13 de março de 2011

O bem e o mal...

O bom e o mau, o bem e o mal, são tão integrantes na vida, que acabamos por concluir e nos questionar que seria do Homem sem as contrariedades e mal-estar da vida, uma vez que, quando tudo corre sempre bem, o homem acaba por ver o mal mesmo onde ele não está.

terça-feira, 1 de março de 2011

CARTA DE AMOR!


Hoje decidi escrever-Te uma Carta de Amor.

Não uma carta qualquer,
mas uma carta escrita
por um coração tremendamente apaixonado,
que Te vê em tudo e em todos
e procura a Tua presença real
em todo o lugar
possível de encontrar-Te,
respirar-Te e transpirar-Te
por todos os poros de todo o meu ser,
visível e invisível.
Humanamente falando,
o amor considerado verdadeiro
já é o céu,
mas o amor que sinto por Ti
é mais do que esse amor
que pode falhar
a toda a hora e momento,
é um AMOR profundo e eterno
porque, iniciado no tempo,
se completará apenas na eternidade.

Eu não sei muito bem o que é o amor,
por isso, não sei mais que escrever-Te.
O amor que hoje se sente,
amanhã estará ultrapassado...

porque o amor não é passivo,
é uma construção permanente
que nem a morte poderá completar,
porque perdurará para além desta vida
e de tudo quanto se possa imaginar.

011/02/14

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DURA VIDA!



Na claridade amena do sol
realça a escuridão da vida.
O coração bate apressado
ou quase deixa de bater.
A cabeça dói.
O pensamento não pára
no verdadeiro amor
por causa de um amor
que nunca foi verdadeiro…
Ou talvez… alguma vez…
tenha sido.
Quem sabe… ao certo… o que vai
no coração humano!
Às vezes, nem sequer sabemos
a razão porque sentimos
a imensa dor que sofremos.
E quer queiramos,
quer não,
é nesta dura vida que vivemos.