domingo, 7 de outubro de 2012

Quem é o Homem?!...



Diz-se que o Homem é um ser superior criado à imagem de Deus e formado por corpo e espírito, duas partes distintas que se apresentam como um todo indivisível numa única realidade muito complexa, o Ser Humano”, homem ou mulher.
Apesar dos vários retratos que podemos fazer de cada “Ser Humano”, é difícil e mesmo impossível defini-lo com exactidão.
O retrato físico funciona como que o seu Bilhete de Identidade onde se destacam a estatura, rosto, cabelo, mãos, voz, cor de pele, preferências pelos tipos de vestuário e formas de vestir, e leva-nos a distinguir facilmente um indivíduo dos demais; as características intelectuais, inteligência, memória, vontade, sensibilidade, dada a sua interioridade são bem mais difíceis de reconhecer capazmente; o retrato moral só poderá ser minimamente retirado a partir da análise comportamental das qualidades e defeitos mais predominantes da pessoa, ou seja, da suavidade, carinho, ternura, compreensão, irritabilidade, nervosismo, o que é muito mais difícil de se averiguar; a espiritualidade ou forma como a pessoa encara e vive a Fé no invisível e sobrenatural torna-se ainda mais difícil.
Mesmo observando e analisando o homem o mais criteriosamente possível sob as mais diversas formas, pelas mais diversas razões, nunca poderemos afirmar que conhecemos profundamente seja quem for. O conhecimento exacto de uma criatura pertence somente a ela própria e ao Seu criador.
Normalmente dizemos que conhecemos tal ou tal pessoa só porque a sabemos distinguir das demais pelo que nela nos ressalta imediatamente à vista. Mas a verdadeira verdade é que o retrato físico e comportamental de uma pessoa, estritamente necessários para o seu reconhecimento e identificação, são os menos importantes para o seu conhecimento integral, porque o mais importante é sempre invisível aos olhos humanos e somente visível com os olhos sensíveis do coração.
Para conhecermos melhor uma pessoa não podemos limitar-nos a observá-la superficialmente, mas a partir de uma análise mais profunda de todos os seus atos, feita com o maior amor, carinho e compreensão, atitudes que só podem sair do coração. Mas mesmo assim, nenhuma análise possível poderá mostrar a verdadeira realidade do ser, pois o conhecimento exato de cada pessoa ultrapassa o conhecimento da própria pessoa, é reconhecido apenas pelo Seu Criador, o único a que nada passa despercebido.
Os desentendimentos e desavenças sociais são, antes de tudo, fruto da falta de conhecimento que cada um tem de si mesmo e da falta de auto-domínio sobre as suas reacções inesperadas, e só depois da falta de compreensão e aceitação adequada do comportamento das pessoas circundantes.
Temos que aprender a ser sinceros! Se é tão difícil descobrir e julgar os segredos do nosso próprio coração, como poderemos imaginar estar à altura de compreender minimamente as atitudes das pessoas com quem convivemos, por mais íntimas que nos sejam, julgando e odiando tão desmesuradamente os seus comportamentos normais?!... Isto é incompreensível!
Só com uma consciência muito profunda de toda a nossa complexidade de homens ou mulheres e com uma vontade muito forte de ultrapassar todas as barreiras das fraquezas próprias e alheias, podemos minorar os desentendimentos e desencontros e tornar possível o viver em paz connosco próprios e com quem connosco convive. E enquanto não fizermos tudo para sermos realmente verdadeiros homens ou verdadeiras mulheres, nunca poderemos vir a ser, concretamente, homens ou mulheres de Fé verdadeira.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Convite




A Câmara Municipal de Vale de Cambra
tem a honra de convidar Vª Exª e Exmª família
para o lançamento do livro
RAÍZES DE FÉ… Na busca da felicidade DEUS
de Hermínia Nadais, 
a realizar no dia 6 de Outubro
pelas 15.00 horas, 
na Biblioteca Municipal!

 Programa:
A Associação Palcos Cruzados 
associa-se ao evento 
com fados nas vozes
de Isabel Torres e Joaquim La-Salete
acompanhados 
à viola por Arménio Cruz  
 e à guitarra por João Ribau.

Hermínia Nadais

sábado, 29 de setembro de 2012

O AMANHÃ!...





O amanhã com que todos nós sonhamos
e que apregoamos na mais alta voz
não é pertença nossa!
O desejá-lo está bem dentro de nós
mas o nunca saber
se virá ou não a existir
pode tornar-se numa amargura atroz!

Então… que deveremos fazer
além de amortecer
a verdade desta realidade ?
Não guardar para amanhã
tudo o que no hoje
cada um puder fazer!

O amanhã precisava ser julgado
por todas as broncas de que é culpado
das inúmeras palavras que ficam por dizer
dos muitos gestos por realizar
de muitos beijos por dar
de muitos abraços que não podemos sentir
e das muitas batalhas que não nos propomos travar!

O amanhã é o eterno culpado
do enorme desleixo praticado
por quem na vida tudo deixa correr
porque amanhã há sempre tempo de fazer.

Amanhã… Amanhã!…
Se o Passado é pertença do tempo,
o amanhã é a incerteza da vida!

Então, pensando no bem-estar do outro
e com tudo o que dele sobrar
aproveitemos o presente
vivendo-o a cada instante
intensamente!

Telefonemos para quem queremos falar
escrevamos o que queremos escrever
beijemos a quem quisermos beijar
abracemos quem queremos abraçar
visitemos quem queremos visitar
digamos: “amo-te” a quem quisermos dizer
vistamos o que gostarmos de vestir
comamos o que gostarmos de comer
bebamos o que gostarmos  de beber
passeemos se gostarmos de passear
cantemos alto e forte até a voz doer
dancemos na alegria até não mais poder
e riamos até não mais acabar! 

Hermínia Nadais

sábado, 22 de setembro de 2012

NÃO JULGAR




Não julgar… é fácil de dizer e difícil de praticar!
A vida é uma longa ou curta caminhada
que deve ser de ascese e crescer constantes
que acabam por ser intermitentes
pois não obstante os esforços dispendidos,
só em pequenos momentos
serão em pleno atingidos.

Dizemos que é urgente não julgar
e nem sequer nisso nós pensamos
mas a todo o momento,
inexplicavelmente, nós julgamos:
julgamos o bom e o mau,
o grande e o pequeno,
o bonito e o feio, o rico e o pobre,
o palhaço brincalhão e o impertinente nobre,
a delinquência do desprovido
e a prepotência do sabichão enaltecido,
o roto, sujo e esfarrapado
e o ajeitadinho, elegante e bem cuidado,
o mal cheiroso e o perfumado,
o que enche a boca com frases disparatadas
e o que se compraz de as fazer bem estruturadas…

Julgamos o que, desnudado, vagueia pelas ruas,
e o que, com ou sem gosto, se acoberta por demais
deixando visíveis os olhos e nada mais…

Nós julgamos o que tudo faz para tudo ter com dura lida…
e o que nada faz para alcançar algo na vida…

Nós julgamos o egoísta e o caridoso,
o alto e o baixo,
o de rosto tratado ou rugoso,
o loiro de olhinhos azuis
e o moreninho de cabelos acastanhados,
o que usa trancinhas e travessões
e o que rapa o cabelo para não ter que se pentear,
a que pinta os lábios e dá brilho e esplendor ao seu cabelo
e a que tem as unhas sujas de tanto trabalhar…
porque… é porcaria e desmazelo!...

Julgamos o que usa fraque e tramelinho,
e o de calças de ganga
com pequeno ou grande buraquinho…     

Irra!... Tanto julgar não dá para entender!
Será que não há mais nada para fazer?

E porque não tentar… para acabar
com todos estes julgamentos desleais…
aprender a julgar, sim,
mas cada um a si mesmo e nada mais!
Julgar a fundo todo o seu potencial
para encontrar formas
de destruir em si tudo o que é mal
e desenvolver mais e melhor o que bom for
e leve ao respeito mútuo e mútuo amor!...

Seria bom para dar fim ao que é tormento
neste mundo belo e acolhedor
escasso de momentos e de tempo…
e acabar com o desengano e desamor
que enche as vidas da mais imensa dor
e mal-entendidos que só causam sofrimento!

Hermínia Nadais