O passado, construiu-nos! O presente, encaminha-nos a vida!
Diz-se muitas vezes que os tempos mudaram… mas nós é que vamos mudando, no tempo, a nossa forma de ser e viver!
As condições climáticas apresentam muitas variações, umas dependentes de fenómenos naturais, outras ligadas ao processo de evolução pela qual o homem é responsável! Mas… foi Deus que quis que o Homem participasse na Sua obra criadora e em todo o processo de evolução Humana.
O aparecimento de novas tecnologias, eletricidade, barcos, carros, comboios, aviões, foguetões, rádio, televisão, computadores, internet, telefones, máquinas para conservar e revigorar a saúde... e... a Inteligência Artificial… IA… que, sem “cabeça nem raciocínio”, provém de tudo quanto todas as cabeças vão colocando nas mais diversificadas formas de publicar, na Internet.
Sem dúvida, a IA é muito boa para obtermos algumas respostas… mas é preciso saber o que se pergunta... e o mínimo da resposta... pois... acreditar plenamente na IA pode ser desastroso! Alguém que perguntou à IA se podia comer cogumelos… recebeu resposta afirmativa... comeram-nos… e morreram… porque nem todos os cogumelos são comestíveis! Mas… com boas e menos boas descobertas, é este o desenvolvimento em que o Homem avança, todos os dias! E é impensável conseguir, presentemente, viver como antes vivíamos, sem todas estas novidade!
No nosso tempo de meninos e meninas, as famílias eram muito numerosas e estáveis; os filhos submissos aos pais e familiares mais idosos; as mulheres, ligadas à terra, à casa, à cozinha, às costuras, enquanto os homens faziam os trabalhos mais difíceis... e foram os primeiros e entrar no trabalho fabril!...
Quando as situações ou ambições familiares eram maiores, os homens emigravam e as mulheres esperavam-nos dentro do maior respeito. Havia desatinos, mas desvalorizados e camuflados, e em nada comparados com os de hoje. Normalmente, vinham da gente mais rica ou da mais miserável, os dois extremos sociais a que, na época, não se dava importância: os pobres… porque eram vistos como escumalha; os ricos… como senhores das grandes herdades onde os mais desfavorecidos da sorte trabalhavam… muitas vezes apenas pela sopa e um bocado de pão… eram olhados como egoístas e interesseiros, um... recurso de sobrevivência!...
Agora, canso-me de ouvir dizer que as pessoas são más e tudo vai mal! Olho para o passado e deparo com tudo isto! Olho o presente e esbarro com asneias, claro, mas também com ações maravilhosas a serem praticadas nas mais diversas partes do mundo, e no meu meio ambiente natural!… E, lembrando o velho ditado popular: ‘o bem não faz ruído’… não sei o que pensar!...
Temos de ter presente que todas as pessoas mais idosas são filhas desta sociedade escravizante em que quem tinha muitas terras, negócios ou estudos era considerado superior a todos os outros… situação que... hoje... podemos considerar a maior de todas as aberrações!...
Queiramos ou não, o nosso ambiente natural, marca-nos. Então, quando se nos apresentar uma pessoa muito autossuficiente, que não aceite sugestões nem dê ouvidos a ninguém… intuamos que é mais um fruto deste tipo de sociedade! Tenhamos compaixão, delicadeza, carinho, oração, e ajudemo-la a interiorizar que, presentemente, a verdadeira forma de ser e viver já não é assim!
Qualquer pessoa tem saudades do passado, mas se esse passado é ruim, asfixia, agoniza! Olhar o passado é saudável, sim, mas somente na medida em que nos leve a viver bem o presente como preparação para um melhor futuro, mais consciente e dignificante! Neste maravilhoso mês de julho que nos é dado viver… sejamos gratos pela vida e aproveitemos bem todos os seus segundos! De Colores! Hermínia Nadais
Nota: Publicdo no jornal 'Semente' de julho


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