Hoje, a Casa onde viveste
estava mais triste.
As paredes soluçavam
e as portas exibiam
os seus olhares sombrios de saudade!
Entrei na Capela.
Falou-me muito de ti.
Subi a escadaria
e cortei no primeiro corredor
à direita.
Desejei sofregamente
beijar aquela mesa onde
frente a frente
nos falávamos...
mas... havia colegas.
Então... meus olhos marejaram
lembrando o desmedido crescimento
que esses dedos de conversa
me produziam.
Dei meia dezena de passos,
olhei ternamente
a tua porta!...
Estava fechada!
Ouvi a suave melodia dos teus passos
e a doçura da tua voz calorosa e firme,
senti o teu cheiro...
e nos segredos mais profundos
do meu coração saudoso
falei mais intensamente
para AQUELE
que tão bem me mostraste
e nos unia
e para QUEM continuaremos
a caminhar firmemente
e com coragem
não importa de que direcção!...
Sossega-me o saber
que quando o SEU AMOR
nos habita
une-nos e aproxima-nos!...
Não há longe nem distância!...
Não há solidão!
Hermínia Nadais
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
SAUDADE E SOSSEGO
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
A PAZ ETERNA
Paz eterna!
Eu também
não sei muito bem
o que poderá ser essa paz
que tanto almejamos!...
Sei, sim
que a paz deste mundo
não é a ausência de guerra,
mas a luta constante
pela compreensão
e aceitação
do outro como ele é,
para,
unidos,
transformarmos a vida
e podermos trabalhar
juntos
na busca do infinito
que nos trará
realmente
a eterna paz.
Hermínia Nadais
Eu também
não sei muito bem
o que poderá ser essa paz
que tanto almejamos!...
Sei, sim
que a paz deste mundo
não é a ausência de guerra,
mas a luta constante
pela compreensão
e aceitação
do outro como ele é,
para,
unidos,
transformarmos a vida
e podermos trabalhar
juntos
na busca do infinito
que nos trará
realmente
a eterna paz.
Hermínia Nadais
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
POMBAL VAZIO
POMBAL VAZIO
Vagueio
pelo deserto amargo
do meu pombal vazio!
Tento segurar a água
que quer rebentar dos meus olhos,
outrora radiantes
daquela felicidade
que o rodar da vida foi levando
para outras paragens deste mundo incerto...
ou para o “eterno desconhecido”.
Devagar,
o fogão
vai terminando o almoço.
No canto da mesa deserta...
enquanto
espero os pombinhos
que ainda arrulham por aqui...
a minha mão perpetua memórias!
Calmamente,
através da vidraça...
olho o dia cinzento...
e aproveito para pedir
às nuvens apressadas
que sigam
os caminhos do meu pensamento
e levem
onde eu não consigo
todos os carinhos do meu coração.
Hermínia Nadais
Vagueio
pelo deserto amargo
do meu pombal vazio!
Tento segurar a água
que quer rebentar dos meus olhos,
outrora radiantes
daquela felicidade
que o rodar da vida foi levando
para outras paragens deste mundo incerto...
ou para o “eterno desconhecido”.
Devagar,
o fogão
vai terminando o almoço.
No canto da mesa deserta...
enquanto
espero os pombinhos
que ainda arrulham por aqui...
a minha mão perpetua memórias!
Calmamente,
através da vidraça...
olho o dia cinzento...
e aproveito para pedir
às nuvens apressadas
que sigam
os caminhos do meu pensamento
e levem
onde eu não consigo
todos os carinhos do meu coração.
Hermínia Nadais
domingo, 20 de janeiro de 2008
Cansaço
Cansaço
Hoje,
para libertar-me
do cansaço
manuseei
meus álbuns
e revi-me
nos cansaços
do passado...
Hoje,
porém,
na certeza,
de que minha vida
não está perdida
mas a ser
humildemente
consumida
nas torturas
que qualquer vida tem...
vida de quem é
filha,
mulher,
esposa,
sogra,
nora,
avó
e
mãe.
2008/01/20 – 17.52 h
Perdi minha vida,
Num mar de ilusão,
Só vejo pedaços
do meu coração.
Cansei de lutar.
As forças acabaram,
Tentei descansar
Mas não me deixaram.
Em tanta confusão
Me vejo metida,
Que dá cabo de mim,
Acaba - me a vida.
Hermínia Nadais
domingo, 16 de dezembro de 2007
Eu não sou eu
Eu não sou eu
Eu sou...
não sei o quê!
não sei...
eu não sou eu,
não me conheço
em nenhum dos meus actos
actuais!
Eu não sei mais
o que fazer
para ser
o que antes era.
Eu não sou eu...
e para o vir a ser
antes de mais
quero passar
este frio
e tormento invernal
para poder colher
sem nada mais
as doces e frescas
manhãs de Primavera.
Hermínia Nadais
Eu sou...
não sei o quê!
não sei...
eu não sou eu,
não me conheço
em nenhum dos meus actos
actuais!
Eu não sei mais
o que fazer
para ser
o que antes era.
Eu não sou eu...
e para o vir a ser
antes de mais
quero passar
este frio
e tormento invernal
para poder colher
sem nada mais
as doces e frescas
manhãs de Primavera.
Hermínia Nadais
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Livra-me
Livra-me
Livra-me de mim
De me ver assim
Parada no tempo
Parada no espaço
Parada na vida
Parada na lida
E cheia de cansaço.
Livra-me de mim
Deste dia incerto
Deste céu gelado
Deste mundo errado
Deste peito aberto
De tanta aflição
Por ter de aceitar
O que mais magoa
Qualquer coração.
Hermínia Nadais
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
O OUTRO
O OUTRO
Quem é o outro? Não sei!
O outro?!...
Talvez eu...
Talvez eu seja o meu outro,
quando tento friamente
olhar-me bem
de fora para dentro,
e num momento
posso constatar
o bem ou o mal
que faço em minha vida
pelo mundo em pedaços
repartida,
e na busca do outro
para sempre
completamente
consumida...
Sim!
Sem sombra de dúvida
eu também sou
o meu outro!...
Mas... o meu verdadeiro outro
será sempre
o que vive a meu lado;
na minha família
no meu trabalho
no meu bairro
na minha aldeia
na minha rua...
Será, também,
o que cruza comigo
no shoping
no bar da esquina
na festa ou romaria
na praia ou no campo
na escola
na música
ou na piscina.
Será, ainda,
aquele que nunca vi
e de quem nunca ouvi falar
mas sei que existe
para além do espaço
traçado em meu lidar.
O outro...
O outro será sempre
aquele de quem gosto
ou o que tremendamente
me horroriza;
o que me agrada
ou aquele que me escraviza;
o que me olha com carinho
ou friamente
despreza o meu olhar;
o que me ama
ou loucamente me odeia;
o que sorri para mim
ou me faz carinha feia...
Porque... em qualquer
ser...
homem...
ou mulher...
que irradie trevas
ou dê luz...
eu verei
com muito amor
o meu JESUS!...
Hermínia Nadais
Quem é o outro? Não sei!
O outro?!...
Talvez eu...
Talvez eu seja o meu outro,
quando tento friamente
olhar-me bem
de fora para dentro,
e num momento
posso constatar
o bem ou o mal
que faço em minha vida
pelo mundo em pedaços
repartida,
e na busca do outro
para sempre
completamente
consumida...
Sim!
Sem sombra de dúvida
eu também sou
o meu outro!...
Mas... o meu verdadeiro outro
será sempre
o que vive a meu lado;
na minha família
no meu trabalho
no meu bairro
na minha aldeia
na minha rua...
Será, também,
o que cruza comigo
no shoping
no bar da esquina
na festa ou romaria
na praia ou no campo
na escola
na música
ou na piscina.
Será, ainda,
aquele que nunca vi
e de quem nunca ouvi falar
mas sei que existe
para além do espaço
traçado em meu lidar.
O outro...
O outro será sempre
aquele de quem gosto
ou o que tremendamente
me horroriza;
o que me agrada
ou aquele que me escraviza;
o que me olha com carinho
ou friamente
despreza o meu olhar;
o que me ama
ou loucamente me odeia;
o que sorri para mim
ou me faz carinha feia...
Porque... em qualquer
ser...
homem...
ou mulher...
que irradie trevas
ou dê luz...
eu verei
com muito amor
o meu JESUS!...
Hermínia Nadais
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