quinta-feira, 26 de abril de 2012


CRAVOS DE ABRIL!

Não sinto saudosismo nem saudade
Mas algo que para mim é muito mais
São netos e avós filhos e pais
Numa ausência quase total da liberdade!

A anarquia dominou a sociedade
E a luta pelo poder e por ter mais
Roubou ao povo meu tantos ideais
Que meu coração não aguenta a realidade!

Ó gente ousada escolhe o que seguir
E foge do insensato proceder
Que irá levar-te onde não queres ir…

Segue os cravos de Abril gritando ao vento
Que só o altruísmo e o amor podem varrer
Do teu País as sombras do tormento!...

Hermínia Nadais


8 comentários:

Simone butterfly disse...

Grata pela visita, lindo e intenso poema, parabéns

Irene Alves disse...

Minha querida amiga subscrevo
totalmente este seu poema.
Sinto-o totalmente.Eu que
me envolvi: na política autárquica, no
sindicalismo, no jornalismo
hoje sinto uma profunda
tristeza de ver o estado a que
o meu país chegou e como os
políticos agem.
Um grande beijinho para si e
desejo que esteja bem.
Irene Alves

irene alves disse...

Ainda bem que a amiga gosta dos textos da Célia Laborne.
Desejo que esteja bem.Bj.Irene

Nilson Barcelli disse...

O teu poema está factualmente certo. E, por isso, até gostava de ter sido eu a escrevê-lo.
Poeticamente é magnífico.
Resumindo, gostei muito da forma e do conteúdo do poema.
Hermínia, querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.

João Esteves disse...

Hermínia, querida amiga virtual ultramarina. Sei que passei tempo sem visitar-lhe estes espaços que realmente aprecio. Remedio isso um pouco hoje. O soneto é forte no tema, acredito ser português não seja requisito indispensável para se entender, sentir e apreciar seus Cravos de abril. O brasileiro Chico Buarque compôs Tanto Mar (...ainda guardo, renitente um velho cravo para mim...), bela canção apreciada suponho em todo o mundo lusófono.
Sua visão tem o distanciamento permitido pelo tempo que transcorreu e tudo o que nele houve. Acho-a triste, justificavelmente triste, que é triste mesmo assistir o espetáculo de hoje. E decerto nem só a realidade portuguesa atual contrista seus observadores. Também a brasileira, também muitas outras.
De alguma forma, para mim isto amplia o alcance de seu soneto.
Um abraço.

Anónimo disse...

Obrigada amiga por ter passado lá em casa.
Desculpa não ter vindo antes, mas estou com alguns problemas de visão e só tento responder à simpatia de quem me visita.

Beijinhos
Ná

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga que a esperança que nasceu em Abril nunca morra no nosso coração. Vamos acreditar que tempos melhores virão.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

MARIA DA FONTE disse...

Que lindo!!!!!

TANTAS… CONFUSÕES!...

  Nunca fui contra a Igreja nem contra Roma, com tudo o que contém! Muito pelo contrário! Eu pensava mesmo que as pessoas que não pertencess...