quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amor!...

No mundo maravilhoso

Que temos para viver

Evitemos que haja alguém

Que passe a vida a sofrer!

terça-feira, 28 de junho de 2011

SER FELIZ!...

"TEMOS DE APRENDER A SER FELIZES SOZINHOS...
PARA PUDERMOS SER FELIZES
COM AS PESSOAS COM QUEM VIVEMOS"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SANTO ANTÓNIO

Querido Santo Popular,
Junto de ti, a rezar,
O povo olha extasiado...
Pois Teu braço protector,
Cheio de força e amor,
Está sempre de seu lado.

Santo António nos guia,
Nos protege e alumia,
Quando tudo corre mal...
Ajuda-nos a escolher
O caminho a percorrer
Para nada ser fatal.

As moças jovens, solteiras,
Vão pedir, todas brejeiras,
Um noivo para casar...
O Santo pára, escuta,
E parte logo p'rá luta
Para o noivo encontrar.

Mas se não for felicidade
Para o casal, na verdade,
O Santo... finge esquecer!
Vive, p'ra dar alegria,
E nunca nada faria
P'ra tal não acontecer...

Se um animal adoece
O povo nunca se esquece
Reza logo a Santo António...
Se a pessoa anda azarada,
Aborrecida, chateada,
Ele a livra do demónio.

E há um "mundo" de orações
Que uns dizem supertições
Outros têm devoção...
O Santo, escuta o gorgeio,
Mas fica distante e alheio
P'rá todos deitar a mão.

Se algo é roubado... ou perdido...
Vão logo ao Santo querido
P'ra descobrir a contenda!
E como que por encanto,
Parece que a mão do Santo
Esses mistérios desvenda.

Não são só festas charmantes,
Alegres e estonteantes,
Que "O" fazem popular...
É que toda a gente sente,
Que está sempre presente
E pronto para ajudar.

Mas a época festiva,
Alegre e cheia de vida
De luzes, côr, alegria,
É marca que está presente
Dentro da alma da gente
Sua doce companhia.

Mocinhas, engalanadas,
Airosas e perfumadas,
Com seus pares, vão dançando,
Nas marchas que o povo faz...
Vão pedindo amor e paz
P'rós tempos que vão passando.

E numa continuação
Desta dançante oração
Vão dentro do Santuário...
Ouvir o António, "Doutor",
Que fala, com muito amor,
Pela boca do Vigário.

Do Vigário... ou do Prior;
Seja com que nome for
Que o Padre seja chamado,
Ele transmite, sem engano,
O que o Monge Franciscano
Ensinou por todo o lado.

E pelas ruas da cidade
Repleta de felicidade
Com foguetes a estalar,
Vão os andores enfeitados
Levando-"O" e aos "Convidados"
Na procissão, a passar.

E o povo, com emoção,
Acompanha a procissão
Do seu Santo Padroeiro,
Que é um Santo Popular,
A quem se reza a cantar,
Aqui... e no Mundo inteiro!...

Nasceu no Ano Sagrado
Eternamente lembrado
Mil cento e noventa e cinco,
Este que é do Mundo a Luz,
 Imagem do Bom Jesus!...
Todos sabem que não brinco.

Lisboa é quem viu nascer,
Saltar pular e crescer...
O "Fernando de Bulhões",
Que mudou o nome p'rá António
P´ra se livrar do demónio
Segundo as tradições...

O povo... é que assim o diz;
Mas... o que Fernando quis,
Foi dedicar-se ao Senhor!
Logo com dezasseis anos,
Foge do Mundo de enganos
Para onde achou melhor.

Nasceu de família nobre
Mas quis viver como pobre
Imitando o amado Cristo;
E numa total doação
Ele prega e faz oração
Tal como fez S. Francisco!

Hábito de Cónego vestiu,
Santo Agostinho seguiu,
Em S. Vicente de Fora...
P'ra ter estudos superiores
Foi p'ra Coimbra dos Doutores
Logo a seguir, sem demora.

Nessa cidade estudou
Sacerdote se tornou
E aos "Franciscanos" se deu!
Tomou o nome de António,
Nada a ver com o demónio
Mas com a vida que escolheu.

Os Santos Mártires seguiu
Relíquias de Marrocos viu
Um dia a Coimbra chegar...
Pleno de nobres ideais
Deixa logo os Olivais
P'rá Fé de Cristo espalhar.

Para a África caminhou
E o coração desejou
A vida por Cristo dar;
Pouco após ficou doente
E teve que, de repente,
Ao seu país regressar.

Mas o mar se encrespava
E a tempestade o levava
Para a ilha da Cicília;
Dali à Itália passou
E m Pádua se fixou
Bem longe da sua família.

Nesse lugar tão distante
P'rá António, o mais importante,
Os seus dotes de Orador!...
Destinado à pregação
À França vem, por missão
De pregar o Deus de Amor.

S. Francisco tem a morte,
E Santo António, por sorte,
Regressa a Itália de novo;
E a Sagrada escritura
Prega, com muita ternura,
Não esquecendo o mal do povo.

Proclama a abolição
Dos presos que, na prisão,
Têm dívidas p'ra pagar;
Defende os desamparados
Que da mão dos desalmados
Não se conseguem livrar.

Nos sermões, frequentemente,
Defendia, ardentemente,
Praticar a caridade...
E a sua pregação
Lhe sobe a reputação
E fama de santidade.

E dele muito se fala,
O povo nunca se cala
De contar suas versões...
E há um número de aventuras
Ligadas nestas ternuras
Que existem nos corações.

"António, não quererás crer
Que ao teu pai irás valer,
Ele está a ser injustiçado...
Livra-o da triste sorte
Que o vai levar à morte
P'la mentira dum malvado."

António, com emoção,
Manda que antes do sermão,
Se reze uma Avé-Maria;
E para acudir ao pai
Não sei como, mas ele sai
Escutando a voz que o guia.

Vem de Pádua a Lisboa
P'ra livrar seu pai da loa
Que lhe estavam a tramar...
Enquanto o povo, que o via,
Rezava a Avé-Maria,
E chega antes de acabar.

E pelo tempo que passou
A Igreja comemorou
Este gesto encantador,
Rezando a mesma oração,
Antes de qualquer sermão,
Com devoção e amor.

E quando António, um dia,
Pregar ao povo queria,
E não havia ninguém...
Chamou os peixes, por fim,
Falou p'ra eles, em latim,
E eles disseram: -Amém.

Isto são façanhas tais
Que ao serem vistas pelos mais,
Não são de compreender!...
O Santo, é "louco" de Amor,
E dando a Deus Seu louvor,
Recebe d'Ele o que quer.

Foi em Pádua que acabou
A vida d'Este que andou
No Mundo, espalhando o bem;
Seu nome lhe está ligado
Para sempre ser lembrado
Por esses tempos aquém.

Morreu a treze de Junho
Depois de dar testemunho
Do que sempre acreditou...
Trinta e seis anos Ele tinha,
Vida na terra, curtinha,
Mas que Ele eternizou.

Deus "O" cobriu de tal sorte
Que meses depois da morte
O Papa "O" canonizou!
E p'ra que lembrado seja,
"António, Doutor da Igreja",
Pio XII "O" declarou!

É que António, neste Mundo,
Procurou o mais profundo
Conhecer das escrituras;
E o Espírito Santo o encheu
Das maiores graças do Céu
Nesta vida de amarguras.

E a grande sabedoria
Que Santo António exprimia
No que alto apregoava,
Vinha da assimilação,
Da assídua meditação
A que O Santo se entregava.

-António! Tu que pedias,
Neste Mundo de arrelias
Por todos, com tanto ardor,
Continua a interceder,
Por quem a Ti recorrer
Junto de Nosso Senhor!

E os que vires perdidos,
Sós ou incompreendidos,
Ampara-os com Teu carinho...
Dá-lhes Tua protecção,
Segura-os com Tua mão,
Guia-os pelo bom caminho!...

domingo, 12 de junho de 2011

A SANTO ANTÓNIO

António do coração,

Doce Santo Popular;

O povo, com devoção,

Celebra-te a cantar.



Celebra-te a cantar,

Cantar e dançar também,

Este gesto é o clamar

D'um filho junto da mãe!...



 
O labor que é "Tua Vida",

Enche a nossa de alegria,

Sabemos que és guarida

Para todos, noite e dia!



Ó Santo António querido,

O povo Te dá louvor,

A Igreja Te deu sentido

Chamando-Te "Seu Doutor"!



 
Não acaba o que dizer

De Ti, Santo sem igual!...

Ajuda-nos a crescer

Óh! Filho de Portugal!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Crescer!


Sempre que exista na vida

Algo que faça sofrer,

Reforcemos a coragem

Para com a dor, crescer!



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Viver

Não sei o que é viver

apenas sei

que vivo

a cantar ou a sofrer.

Sei que é melhor sonhar

e tapar

o rosto com vendas cor-de-rosa

ou azuis

roxas ou lilases…

daquelas que nos apresentam

todos os sonhos

possíveis

e capazes.

Mas… cheguei à conclusão

que não é assim

que encontro a solução.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

APRENDI!...



Sim!
Hoje aprendi
que a Virgem
é Rainha absoluta
do mundo
dos corações
dos crentes
e das tumultuosas
desilusões
dos mais descrentes
do povo que ama a cruz
e daquele que só de nome
conhece o bom Jesus
do que entra neste recinto
para se encontrar
consigo e com o irmão
e do resmungão
empoeirado
e renegado
que não consegue
ouvir
nem entender
o bater
do seu próprio coração
na ilusão de ser
o melhor que há no mundo
no egoísmo mais torpe
mais cego
e mais profundo...

Aprendi
que todos
aqui
prostrados
dobram o joelho
para orar
a Ti
ó Virgem Mãe
que a todos acolhes
sem cessar
com Teus lábios
que não se cansam
de pedir
com Teus ouvidos
que não se cansam
de ouvir
com Teus olhos
que não se cansam
de chorar
ou de sorrir
e com Teus braços
que não se cansam
de abraçar.

No "Recinto de Fátima"

domingo, 29 de maio de 2011

Felicidade!...



A felicidade conquistada
Neste mundo em que vivemos
Não nos virá das riquezas
Mas do bem que nós fazemos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Paciência e tolerância...

Precisamos tolerância
Paciência e muito amor
Para conseguirmos um mundo
Mais humano e bem melhor!


domingo, 8 de maio de 2011

Homicidas...

Os maiores homicidas são os que conseguem matar-nos… sem sentirmos… no nosso corpo… o que chamamos de morte.

sábado, 23 de abril de 2011

Mistérios

Na descoberta de si próprio, o homem encontra, escondido no seu próprio mistério, o mistério e a grandeza de Deus.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SONHOS DESFEITOS!

Foi num lacrimoso dia dos finais da Primavera… um daqueles característicos dias solares em que os pingos da chuva vão alternando continuamente com os raios de Sol escaldante e os minutos se sucedem num rodar tão permanente que parece não ter fim.
Enquanto o Sol ia sorrindo por entre a densidade das nuvens e iluminando a terra com os seus esplendorosos raios, uma alegre e colorida borboleta voava por entre a frescura da ramagem, junto a um pequeno regato, embalada pela maravilhosa beleza que a circundava. Subitamente, deparou-se com uma papoila empalidecida… à míngua das carícias fulgurantes e directas do calor e luz solares!
Entreolharam-se meigamente, depois do que a borboleta sussurrou:
- Como é possível, papoila linda?!... Isto não é lugar para ti!
E… velozmente… como que para superar tanta carência de afecto… imobilizou as suas leves asas para as poisar sobre as fragilizadas pétalas, acalentando-as com a maior ternura e carinho do palpitar suave e quente do seu bondoso coração. Entre soluços partilhados, abraçaram-se meigamente, expandindo felicidade!
Entretanto, duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros ondulados, apareceram, saltitando e cantarolando.
Nas mãos aveludadas e macias traziam uma pequena rede amarela e um saquinho azul.
Sem mais demoras, lançaram a rede sobre a borboleta e, de imediato, muito cuidadosamente, retiraram da terra embevecida a esguia papoila para colocá-la, com todos os cuidados possíveis, num vasinho verde retirado do interior do saco.
Amargamente surpresas… a papoila e a borboleta… bem queriam dar continuidade à sua felicidade pessoal e à alegria desmedida e louca daquelas inexperientes crianças… mas não conseguiram resistir à mágoa da separação, à perca irreparável do seu incomparável cantinho nem da sua tão genuína liberdade!...
E… lentamente… a borboleta foi imobilizando as asas, e a papoila… magoada e enternecida… foi deixando murchar as folhas ao mesmo tempo que deixava cair, uma a uma, todas as suas pétalas!…
De olhares lacrimosos e corações feridos, as duas meninas, silenciosa e desoladamente, iam-se encaminhando para as suas casas!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudades!...


Tenho saudades do Sol

Do vento, das borboletas,

Do murmúrio das águas

Do silêncio e solidão

Que deixa o corpo sozinho

Mas preenche o coração.



Tenho saudades da vida

Do correr, do saltitar,

De fazer o que é preciso

Sem nada desamparar

De dizer que sou feliz

Com tudo o que acontecer

Porque não consigo mesmo

Descobrir ser nesta lida

Algo que possa ser útil

No desenrolar da vida.



Tenho saudades de tudo

Que me fazia crescer,

Pois p’ra crescer nesta hora

Terei de ser, sem demora,

Algo que vive a morrer.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O casamento


Casamento… é coisa muito séria!

Não é de um dia – é de uma vida!

Sobre o que existe – vai-se construindo!

Se não formos inovadores como crianças – o casamento morre!

Se tivermos ideias feitas – definha!

Se não brincarmos – arrefece!

Se abusarmos – queima!

Se não partilharmos – desune-se!

Se nos abrirmos demais – perde o interesse!

Se nos distrairmos – perdemos a corrida!

Se estivermos atentos demais – criamos ciúmes doentios!

Se estivermos sempre perto – criamos enjoo!

Se nos dispersarmos – provocamos medo!

Se formos sempre calmos – ninguém dá por nós nem nos liga!

Se formos condescendentes – podemos provocar abusos!

Se compreendermos – há o deixa correr!

Se desesperarmos – há berros e arrelias!

Se… se… se…

Tantos SSSSSSSSSSS……

é um nunca mais acabar!

Mas tudo bem caldeado

com um pouquinho de amor,

carinho e compreensão,

reanimaremos as forças

da alma e do coração…

e a vida não mais será

um mar de dor e aflição!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por onde ando


Por onde ando?

Eu circulo
por este mundo
belo
e pleno
de ásperas incertezas,
nas gentilezas
das doces madrugadas,
nas tardes turbulentas,
nas noites maltratadas,
sob um Sol radioso
ou um céu cinzento,
sob a neve que lentamente
cai,
ao sabor do vento
que nos eleva com suavidade
ou com muita força
nos atropela e empurra,
ao som de hinos
e esbeltas melodias
ou de estrondosos ruídos
e inconstantes tropelias.

E assim vou vivendo
ora a rir, ora a chorar,
procurando encontrar
com muito ardor
o caminho
que deverei trilhar
para alegrar
com meu viver
o Criador!

sábado, 19 de março de 2011

MONENTOS DESANIMADOS...

Não sei se morro ou estou viva
E para mim é indiferente
Ando algures, aqui, perdida
Que já nem pareço gente.

Sinto uma tal aflição
Que eu não posso suportar
E a minha maior angústia
É não conseguir chorar.

Que foi que me aconteceu?
Em nada me reconheço
Dos tempos em que fui “eu”
Até disso já me esqueço.

Fui “eu”… ou pensava ser,
E agora é que “eu” sou?!...
Não sei! Queria saber
Mas não sei se saber vou.

Vou andando por aí,
De pé, como toda a gente,
Mas desfeita e baralhada
Tão confusa e acabrunhada
Que em nada me reconheço…
A continuar assim
Senhor, Tu tem dó de mim,
Por Amor, isso Te peço.

2011/03/17 – 12.13h

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mentiras.....

Descobrir uma mentira é a maior desilusão do ser humano... mas verificar uma dissimulação é ainda mais difícil, porque é constatar uma mentira assumida e camuflada...

domingo, 13 de março de 2011

O bem e o mal...

O bom e o mau, o bem e o mal, são tão integrantes na vida, que acabamos por concluir e nos questionar que seria do Homem sem as contrariedades e mal-estar da vida, uma vez que, quando tudo corre sempre bem, o homem acaba por ver o mal mesmo onde ele não está.

terça-feira, 1 de março de 2011

CARTA DE AMOR!


Hoje decidi escrever-Te uma Carta de Amor.

Não uma carta qualquer,
mas uma carta escrita
por um coração tremendamente apaixonado,
que Te vê em tudo e em todos
e procura a Tua presença real
em todo o lugar
possível de encontrar-Te,
respirar-Te e transpirar-Te
por todos os poros de todo o meu ser,
visível e invisível.
Humanamente falando,
o amor considerado verdadeiro
já é o céu,
mas o amor que sinto por Ti
é mais do que esse amor
que pode falhar
a toda a hora e momento,
é um AMOR profundo e eterno
porque, iniciado no tempo,
se completará apenas na eternidade.

Eu não sei muito bem o que é o amor,
por isso, não sei mais que escrever-Te.
O amor que hoje se sente,
amanhã estará ultrapassado...

porque o amor não é passivo,
é uma construção permanente
que nem a morte poderá completar,
porque perdurará para além desta vida
e de tudo quanto se possa imaginar.

Hermínia Nadais
2011/02/14

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DURA VIDA!



Na claridade amena do sol
realça a escuridão da vida.
O coração bate apressado
ou quase deixa de bater.
A cabeça dói.
O pensamento não pára
no verdadeiro amor
por causa de um amor
que nunca foi verdadeiro…
Ou talvez… alguma vez…
tenha sido.
Quem sabe… ao certo… o que vai
no coração humano!
Às vezes, nem sequer sabemos
a razão porque sentimos
a imensa dor que sofremos.
E quer queiramos,
quer não,
é nesta dura vida que vivemos.