quarta-feira, 12 de agosto de 2026

SERÁ… GENTE BOA?!

 


Será… que já descobrimos algumas riquezas, em nós mesmos e em alguém?!...

Essa autodescoberta e descoberta deve ser uma das nossas maiores tarefas! E… quer queiramos ou não, é uma das melhores e mais perfeitas formas de enveredarmos pelo caminho do bem! É uma das maiores conquistas que podemos realizar!

Lembro, quando era mais jovem, de lutar contra os defeitos! E custava demais!

Os defeitos apareciam como o pó nos móveis velhos e desajeitados! E quanto mais se limpavam… mais se viam!

Com o tempo e a Direção Espiritual, comecei a autodescobrir e desenvolver qualidades… e os defeitos começaram a ser esquecidos… e como esquecidos… não se praticavam! Ou melhor dizendo, quando não lembrados vão sendo abandonados!

Tudo o que não se lembra, esquece, fica para trás!

Depois, se começarmos a desenvolver qualidades e esquecer os defeitos começamos a ver mais facilmente as qualidades de quem nos rodeia… e a Humanidade começa a parecer-nos mais humana, e a ser mesmo Mais Humana, a proceder como deve e a praticar o amor mútuo que tanto nos dignifica!

Coragem gente boa! Somos bons e maus ao mesmo tempo, mas se nos esforçarmos por ser melhores, tudo ficará e nos parecerá bem!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

HÁ… TANTAS… RIQUEZAS!...

 


Há tantas… tantas riquezas… que nem dá para imaginar, pois o mais das vezes não é coisa que se veja!

E para conseguirmos discernir a riqueza de quem nos rodeia, temos de ter para com todos a maior atenção, o que nem sempre acontece! E pior ainda, a tentação de olhar sempre para o mal que a pessoa faz, leva-nos a esquecer que todos somos levados a proceder mal, a praticar o mal!

 É muito mais fácil proceder mal do que procurar fazer o bem, e como não pensamos nas consequências malévolas que o mal nos causa… acabamos por cair nele em muitas ocasiões!

Agora… pensemos um pouco! Se olharmos as pessoas pelo seu lado bom, veremos as suas verdadeiras riquezas e o mundo parecerá um belo jardim recheado de maravilhosas e cheirosas flores; se as olharmos pelo seu lado mau, o mundo parecer-nos-á um horroroso e perfeito inferno, cheio dos mais terríveis tormentos!

Não podemos ver só o mal, nem só o bem! Temos de olhar as pessoas como são e aceitá-las, acompanhá-las, ser-lhes presentes!

Se assim procedêssemos, a Humanidade estaria bem melhor e o Verdadeiro Amor seria mais compreendido e amado!

Façamos crescer as nossas riquezas, o nosso bem-querer e proceder, e… vamos em frente, que é o melhor para todos nós, querida gente!

Hermínia Nadais

sábado, 8 de agosto de 2026

E… QUAL SERÁ A MINHA/NOSSA MAIOR RIQUEZA?!

 



A nossa maior riqueza é existir! Se não existíssemos, nada poderíamos ser ou fazer!

Depois… o que somos, na nossa realidade pessoal, é a nossa maior riqueza!

Cada um ou uma de nós é um ser único e irrepetível, riqueza que temos de discernir e aprender a aproveitar!

Tantas vocações diferentes, dos mais variados tipos de professores, advogados, médicos, enfermeiros, operários, construtores civis, trabalhadores agrícolas, padres e outros ministros ordenados, missionários e missionárias, pessoas casadas e solteiras, com famílias formadas, filhos, netos… uma enormíssima variedade de situações de vidas... que no seu intercambio amoroso e dedicado fazem florescer a paz e harmonia, e o Verdadeiro Amor vai crescendo no mais profundo de todos os corações!

O Verdadeiro Amor é a nossa maior riqueza! Olhar-nos tal qual somos e aceitar-nos a nós mesmos e a quem connosco convive como irmãos e irmãs, filhos e filhas muita amados e amadas de Deus, é a nossa maior riqueza, aquela que a morte física não pode acabar, aquela que levaremos connosco para a Vida Eterna!

Para podermos viver precisamos de haveres e dinheiro, mas não são, de forma alguma, a nossa maior riqueza! Há pessoas recheadas desses bens que são paupérrimas, porque de coração vazio de Amor; e há outras, mais do que pobres de bens materiais, e muito ricas, porque bem recheadas de Amor no mais profundo dos seus corações!

Então… para podermos ver um pouquinho que seja da nossa paupérrima riqueza… olhemo-nos interiormente com olhos de ver, com os olhinhos do Senhor a envolver os nossos, para nos autorreconhecermos tal qual somos e podermos caminhar com coragem e dedicação nos caminhos que Deus tem traçados para cada um ou uma de nós! Que assim seja!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A VERDADEIRA RIQUEZA!…

 


O verdadeiro rico ou a verdadeira rica… pode ser… depende das atitudes de vida, mas… normalmente… não é a pessoa que possui muita riqueza material! É sim, aquela que, confiante e voltada para o Senhor procura seguir a Sua vontade e amar do Seu jeito o mais e melhor possível a todas as criaturas em todos os seus segundos!

Pode parecer descabido, mas, é a experiência que fala.

Faz tempo, um padre amigo, o Padre Artur, agora ausente numa Paróquia longe daqui, por quem tinha e tenho a maior estima e consideração, sacudia as moscas… nem sequer tentava matá-las! E ao ver a nossa admiração pelo seu procedimento, dizia muito amavelmente:

- O Senhor protege todos os seres, do maior ao mais pequeno! Eu não tenho coragem de tirar a vida seja a que animalzinho for!

Na altura, perplexa, aceitei sem compreender! Agora, a necessidade de manter, o mais limpo possível, o local onde vivo, tenho de matar moscas… e alguns aranhões… mas lembro o Padre Artur e arrepio-me com o meu mau comportamento!

A vida, o que vemos e ouvimos, vivemos, sentimos, levado a sério, ensina-nos a encontrar a verdadeira riqueza, que não nos vem do maior ou menor número de bens que possuímos, parte de dentro de nós, da forma como vamos mudando, aos pouquinhos, a nossa forma de querer, ver, sentir, estar, ser prestável e presente às necessidades dos irmãos e irmãs com quem convivemos no decorrer dos dias, amigos ou nem tanto assim! E para aqueles e aquelas que não vemos nem conhecemos, mas sabemos que existem, nada mais podemos fazer, mas podemos rezar pelo seu bem-estar e realização integral!

E… porque é esta a verdadeira riqueza?

Ora… se temos a certeza que nada levamos deste mundo além do bem praticado, o bem praticado é a nossa verdadeira riqueza, aquela que permanece para além da morte física, a passagem deste mundo para a Casa do Pai!

Tudo de melhor, gente querida! E construamos… na vida… a nossa Verdadeira Riqueza!

Hermínia Nadais

terça-feira, 4 de agosto de 2026

QUEM SERÁ, NESTE MUNDO, O VERDADEIRO RICO?

  

Como “Seres Humanos” somos pertença de Deus, imagens de Deus no mundo!

E, como tal, não podemos confundir a falsa da verdadeira ‘riqueza humana’ que não tem nada a ver com bens materiais e dinheiro! Essas, são riquezas do mundo! Tem a ver, sim, com aquela riqueza espiritual e humana que Deus quer para cada um ou uma de nós!

Isto de ter muitos ou poucos bens terrenos não quer dizer nada sobre a verdadeira riqueza, que tem a ver, sim, com o desprendimento, partilha, ajuda mútua, e isso exige humildade, dedicação, paciência, altruísmo, amor mútuo!

Há muitos ricos de bens materiais a quem os bens que possuem nada dizem, pois têm uma forma de viver modesta, moderada, sem exageros em nada, sejam habitações, roupas, adereços, transportes… ao contrário, há pessoas que quase não possuem bens materiais e querem mostrar que têm muitos.

Não estou a criticar, cada um é como é, e tem de ser respeitado! Estou, simplesmente, a comentar, a chamar à atenção de que, o mais importante na nossa vida, a nossa verdadeira riqueza, é a simplicidade de coração e vida!

Quando formos chamados deste mundo, nada mais levaremos além das nossas boas atitudes, do cuidado a ter connosco mesmos e do amor que tivermos dado ao nosso próximo!

Ao falar do amor ao próximo, estou mais que consciente de que não existirá sem um profundo Amor a Deus, que nos manda amar o próximo como a nós mesmos!

Isto que digo pode parecer um absurdo, mas para chegar até aqui tive de passar muitos anos na procura permanente do verdadeiro caminho!

Finalmente, e com a ajuda do Senhor, penso que o encontrei, e por isso sinto-me na obrigação de partilhar um pouco desta minha longa caminhada… com muita persistência, sucessos e retrocessos!

O “Verdadeiro Rico”, neste mundo, não é o que tem muitos bens, mas o que põe tudo o que tem ao serviço de Deus e dos irmãos. Não é só bens e dinheiro, há inúmeras coisas simples que podemos partilhar e podem ajudar os irmãos e irmãs no verdadeiro caminho, é uma questão de procurarmos no mais profundo do nosso coração o que Deus quer de nós!

Hermínia Nadais

domingo, 2 de agosto de 2026

RICOS… OU POBRES???

 

 


Quando falámos em ricos, vem-nos logo à ideia aqueles que têm muitos haveres e muito dinheiro, mas, não! Não são esses os verdadeiros ricos.

Esses, são ricos, falsos! Fazem tudo pelos bens terrenos, orgulham-se das casas, carros luxuosos, belos e preciosos adereços, roupas de marca… mas… se virmos bem, esses, são os que têm menos dinheiro e menos formas de o adquirir! Esforçam-se, sim, por demais, para se mostrarem, de facto, maiores e mais importantes do que toda a gente!

Ao contrário, vemos muitas pessoas, abastadas, com muitos bens herdados ou adquiridos, empregos que os enchem de dinheiro… e têm um carro qualquer que tenha bancos para se sentar e rodas para andar, vestem roupas simples, estão sempre prontas a ajudar quem necessita, sem mostrar qualquer tipo de riqueza material na sua forma de ser e viver.

Isto… é um autêntico paradoxo, uma autêntica contradição, um absurdo total! Mas… acontece com inúmeras pessoas!

Concluindo: - A riqueza material existe… mas quando ligada ao orgulho, à arrogância, ao querer parecer mais do que o que se é, na realidade, não passa de uma ilusão!

Normalmente, este tipo de ‘ricos’, vive de parecer, e não de ser! E pouco ou nada se pode esperar deles ou delas!

Pobres de verdade, são os que, com mais ou menos bens, reconhecem a sua pequenez e, no silêncio dos dias, lutam pelo seu verdadeiro crescimento espiritual e humano ajudando quem necessita seja do que for!

Com mais ou menos bens, sermos simples, sinceros, humildes, prestáveis, presentes aos irmãos, poderemos parecer pobres, mas seremos, de facto, os verdadeiros “ricos” que Deus quer que sejamos!

Então, perguntemo-nos: “Que tipo de pessoas seremos nós? Ricos… ou pobres?”

Oxalá sejamos pobres, ainda que com muita, muita riqueza/dinheiro.

Hermínia Nadais

quinta-feira, 30 de julho de 2026

AFASTEI-ME… DAS CORRIDAS DA VIDA!

 



Frente ao mar, ouvindo o marujar das ondas sob o sol ardente, a areia mal firmava os meus pés! Sentei-me na cadeirinha de pano com os suportes bem enterrados para não cair. O guarda-sol, baixinho, nada mais cobria do que as mochilas do almoço… e a conversa era tanta e tão alta que ensurdecia os ouvidos.

Em poucos instantes… foram-se retirando, aos grupos, para diversos pontos da praia! Uns iam… outros vinham!

O ambiente barulhento perdeu a sua força quando, na hora do almoço, cada um escolheu o sítio onde preencher as necessidades estomacais… que eu e a minha irmã satisfizemos com algo que de casa extraímos antes da saída... em que a corrida foi tanta que o telemóvel escasseou… ficou no quarto onde dormiu… e muita falta me fez: nos meus joguinhos, na amostragem das horas, nas fotos, nos telefonemas!... O lembrar-me que os meus familiares se podiam querer comunicar comigo e não o podiam fazer, arrasou-me. Mas… passou… foi um único dia!...

As ondas estavam calmas e acalentadoras; as águas… nem frias… nem quentes… dependendo da forma como as sentíssemos quando nelas mergulhássemos.

As voltas e voltinhas dadas sobre a junção da água com a areia satisfaziam o gosto pelo salgado, pelo sol escaldante, pelo consolo de ter, pelo menos os pés, metidos nas águas!

Os guarda-sóis eram poucos… e foram abandonados pela sofreguidão da boca que queria saciar o estômago com algo a encontrar nos arredores da praia, diferente de nós, que mitigamos a fome com o trazido de casa.

No céu, as nuvens brancas pareciam paradas como parados estávamos sobre as silenciosas areias.

O mar, sereno, quase não se ouvia. As pombinhas, vagueavam por ali, mas, aos poucos, deixaram de ser vistas. Talvez, como muitos de nós, estivessem a dizer à praia: - Até ao ano, se Deus quiser!

Ou… talvez não! E amanhã continuarão a vaguear por ali, a escolher algo para elas saboroso extraído de entre os inumeráveis grãos de areia!

Como por encanto…  ouviu-se uma voz mais alta:

- Juntem-se todos! É hora do lanche convívio!

De imediato, todos se aglomeraram sobre o espaço escolhido para acamparmos. E começou o ditoso lanche… que acabou com risos e cantos, alegres esgargalhadas, o bater ritmado de muitas palmas!

Começaram então a repartir o excedente pelas mais pessoas presentes na praia.

E… a calma… a todos acalmou!… Voltou àquele pouco de areia que, num curto espaço de tempo, iria ficar sozinho.

A calma das pessoas, parte do coração e chega ao coração… enquanto o tempo passa e vai chegando a hora da partida: 17 horas!

A vida é linda! E neste recanto encantador, tudo parecia um resplandecer de paz e amor!

Hermínia Nadais

QUERIDO SETEMBRO!

  Há tempos, e tempos, que não se repetem, sucedem-se! Sucedem-se, assim como se sucedem eventos mais ou menos importantes que se vão prolon...