Pode parecer
descabido, mas, é a experiência que fala.
Faz tempo,
um padre amigo, o Padre Artur, agora ausente numa Paróquia longe daqui, por quem
tinha e tenho a maior estima e consideração, sacudia as moscas… nem sequer
tentava matá-las! E ao ver a nossa admiração pelo seu procedimento, dizia muito
amavelmente:
- O
Senhor protege todos os seres, do maior ao mais pequeno! Eu não tenho coragem
de tirar a vida seja a que animalzinho for!
Na altura,
perplexa, aceitei sem compreender! Agora, a necessidade de manter, o mais limpo
possível, o local onde vivo, tenho de matar moscas… e alguns aranhões… mas lembro
o Padre Artur e arrepio-me com o meu mau comportamento!
A vida, o
que vemos e ouvimos, vivemos, sentimos, levado a sério, ensina-nos a encontrar
a verdadeira riqueza, que não nos vem do maior ou menor número de bens que possuímos,
parte de dentro de nós, da forma como vamos mudando, aos pouquinhos, a nossa
forma de querer, ver, sentir, estar, ser prestável e presente às necessidades dos
irmãos e irmãs com quem convivemos no decorrer dos dias, amigos ou nem tanto
assim! E para aqueles e aquelas que não vemos nem conhecemos, mas sabemos que
existem, nada mais podemos fazer, mas podemos rezar pelo seu bem-estar e
realização integral!
E… porque
é esta a verdadeira riqueza?
Ora… se temos
a certeza que nada levamos deste mundo além do bem praticado, o bem praticado é
a nossa verdadeira riqueza, aquela que permanece para além da morte física, a
passagem deste mundo para a Casa do Pai!
Tudo de
melhor, gente querida! E construamos… na vida… a nossa Verdadeira Riqueza!
Hermínia
Nadais

Sem comentários:
Enviar um comentário