Há muitas
coisas que temos de aprender! E para as aprender temos de as vivenciar, ou
seja, de aprender, vivendo!
Sempre
gostei de participar em celebrações festivas com tudo quanto encerram: orações,
cânticos, musicalidade, tudo quanto nos encanta os olhos, enche os ouvidos e
penetra no mais profundo dos corações! E, pensava que era uma forma de agradar
ao Senhor, de Lhe fazer a vontade!
Hoje, não
posso, de forma alguma, pensar assim! O que as mais díspares vivencias me
ensinaram dizem-me que tudo isso é muito bonito e agradável, mas o Senhor não
precisa de nada disso. Nós, sim, precisamos de todas essas formas de ser e
estar para nos mantermos conectados com o Senhor e uns com os outros.
Qualquer
celebração cristã é um encontro da pessoa consigo mesma e com o Senhor em união
com todos os irmãos presentes… e muitos ausentes, que são apresentados, levados
ao altar pelos pensamentos e palavras inaudíveis de toda a assembleia.
O Senhor
quer, sim, a simplicidade, a ternura, o abandono, a entrega dos corações que,
quando se Lhe entregam, Ele os transforma como bem entende para o bem próprio e
comunitário.
Não sou
eu que falo ou escrevo, são os meus oitenta anos que, mais do que nunca, sem
que eu saia de casa, me levam a toda a Igreja, a toda a Humanidade, a
preocupar-me com tudo e com todos, a pedir o mais que posso pelo bem-estar
geral das populações, a santidade e realização integral de toda e qualquer
criatura.
Pode
parecer incómodo, mas, esta, é a minha constante loucura de vida!
Hermínia
Nadais

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