Não sei se o mundo se abre para os seres,
se os seres se abrem para o mundo. As duas situações, em simultâneo, acontecem
tão naturalmente que nem sequer delas nos apercebemos.
Para conseguirmos uma ideia do que poderá
ter sido o nosso aparecimento e integração no mundo, seria bom que nos
pudéssemos imaginar um bebé acabado de ser concebido.
Parece descabida esta afirmação! Na
realidade, não há memória de alguém se lembrar de alguma coisa que se tenha
passado consigo durante a vida intrauterina. Mas, na atualidade, estudos muito
aturados e acompanhados de investigações seguras provam que as vivências no
seio materno têm influência no comportamento dos recém-nascidos, e, em boa
parte, podem mesmo determinar a sua forma de ser na vida futura.
Há fatores determinantes que podem
transmitir-se geneticamente: cor dos olhos, da pele, do cabelo, tom de voz,
sinais da pele... tipo de sangue!...
É muito corrente falarmos em doenças
transmissíveis! Quando os bebés apresentam certas maneiras de ser, as
expressões, “tal pai tal filho...” “tal avô tal neto...” “tal mãe tal filha...” saem-nos logo da boca!
E se se trata de calma ou nervosismo... as semelhanças têm tendência a verem-se
ainda mais acentuadas.
É um facto incontestável que os
descendentes tenham algo dos seus progenitores, incompreensível seria se assim
não fosse. Mas, muita fita tem sido gravada, muita tinta, papel e tempo têm
sido gastos no estudo do desenvolvimento dos seres humanos, e há sempre coisas
constatadas que nos surpreendem.
As semelhanças físicas, imutáveis, podem
aparecer até depois de quatro ou cinco gerações! Os traços fundamentais do
psiquismo podem ser trabalhados para comporem melhor o jeito de ser e estar da
pessoa em causa, mas também não mudam por completo.
No desenvolvimento Humano, a caminhada
feita já é muito grande, mas há sempre muito a aprender e a fazer! Vamos pensando, interiorizando, partilhando o
que pudermos e soubermos, está bem?
Hermínia
Nadais

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