Acerca do comportamento mais superficial, o desenvolvimento dos órgãos de comunicação social e consequente informação de massas, confronta-nos com as mais díspares situações que nos levam a pensar mais seriamente no desenvolvimento humano.
É muito comum aparecerem-nos crianças
adotadas que se identificam por demais com os pais adotivos. Nas semelhanças
entre gerações, muitas vezes, os traços fisiológicos são-nos mais despercebidos
do que as atitudes comportamentais, e o psiquismo de base nem sempre é visível
pela sociedade que nos envolve.
Um outro pormenor no caso de adoção é que os
pais adotivos têm preferência por crianças quanto mais jovens melhor. Há mesmo
os que tomam conta delas logo após o nascimento. E é aqui que se pode ver
melhor que o ser humano tem qualidades inatas e adquiridas. Qualidades inatas
são os traços fisiológicos, tipo de sangue, doenças transmissíveis; a parte
psicológica e comportamental, que também tem tendência a ser inata, tem de ser
muito bem trabalhada logo a partir do nascimento.
Conheço jovens maravilhosos e maravilhosas
que, em crianças, eram… mesmo… terríveis, e com o esmerado cuidado e atenção
dos progenitores e familiares conseguiram mudar os seus comportamentos e
tornarem-se muito boas pessoas!
Crescer… tem de
ser parte integrante de qualquer vida, mas o crescimento, sem ser repressivo,
tem de ser muito bem acompanhado!
Não podemos fazer
das pessoas o que queremos, mas temos de as ajudar a encontrarem-se a si
mesmas, a autodescobrirem-se, a encontrarem o que mais lhes convém na caminhada
da vida, para o seu desenvolvimento integral, espiritual e humano!
Na época atual,
de internet, telefones, Facebook com inúmeras distrações apetitosas, não é
fácil! Exige um esforço muito aturado dos pais, restantes familiares,
professores, catequistas… de toda a comunidade!
É difícil,
exigente, mas, possível!
Força, gente
linda!
Hermínia
Nadais

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