quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A VERDADEIRA RIQUEZA!…

 


O verdadeiro rico ou a verdadeira rica… pode ser… depende das atitudes de vida, mas… normalmente… não é a pessoa que possui muita riqueza material! É sim, aquela que, confiante e voltada para o Senhor procura seguir a Sua vontade e amar do Seu jeito o mais e melhor possível a todas as criaturas em todos os seus segundos!

Pode parecer descabido, mas, é a experiência que fala.

Faz tempo, um padre amigo, o Padre Artur, agora ausente numa Paróquia longe daqui, por quem tinha e tenho a maior estima e consideração, sacudia as moscas… nem sequer tentava matá-las! E ao ver a nossa admiração pelo seu procedimento, dizia muito amavelmente:

- O Senhor protege todos os seres, do maior ao mais pequeno! Eu não tenho coragem de tirar a vida seja a que animalzinho for!

Na altura, perplexa, aceitei sem compreender! Agora, a necessidade de manter, o mais limpo possível, o local onde vivo, tenho de matar moscas… e alguns aranhões… mas lembro o Padre Artur e arrepio-me com o meu mau comportamento!

A vida, o que vemos e ouvimos, vivemos, sentimos, levado a sério, ensina-nos a encontrar a verdadeira riqueza, que não nos vem do maior ou menor número de bens que possuímos, parte de dentro de nós, da forma como vamos mudando, aos pouquinhos, a nossa forma de querer, ver, sentir, estar, ser prestável e presente às necessidades dos irmãos e irmãs com quem convivemos no decorrer dos dias, amigos ou nem tanto assim! E para aqueles e aquelas que não vemos nem conhecemos, mas sabemos que existem, nada mais podemos fazer, mas podemos rezar pelo seu bem-estar e realização integral!

E… porque é esta a verdadeira riqueza?

Ora… se temos a certeza que nada levamos deste mundo além do bem praticado, o bem praticado é a nossa verdadeira riqueza, aquela que permanece para além da morte física, a passagem deste mundo para a Casa do Pai!

Tudo de melhor, gente querida! E construamos… na vida… a nossa Verdadeira Riqueza!

Hermínia Nadais

terça-feira, 4 de agosto de 2026

QUEM SERÁ, NESTE MUNDO, O VERDADEIRO RICO?

  

Como “Seres Humanos” somos pertença de Deus, imagens de Deus no mundo!

E, como tal, não podemos confundir a falsa da verdadeira ‘riqueza humana’ que não tem nada a ver com bens materiais e dinheiro! Essas, são riquezas do mundo! Tem a ver, sim, com aquela riqueza espiritual e humana que Deus quer para cada um ou uma de nós!

Isto de ter muitos ou poucos bens terrenos não quer dizer nada sobre a verdadeira riqueza, que tem a ver, sim, com o desprendimento, partilha, ajuda mútua, e isso exige humildade, dedicação, paciência, altruísmo, amor mútuo!

Há muitos ricos de bens materiais a quem os bens que possuem nada dizem, pois têm uma forma de viver modesta, moderada, sem exageros em nada, sejam habitações, roupas, adereços, transportes… ao contrário, há pessoas que quase não possuem bens materiais e querem mostrar que têm muitos.

Não estou a criticar, cada um é como é, e tem de ser respeitado! Estou, simplesmente, a comentar, a chamar à atenção de que, o mais importante na nossa vida, a nossa verdadeira riqueza, é a simplicidade de coração e vida!

Quando formos chamados deste mundo, nada mais levaremos além das nossas boas atitudes, do cuidado a ter connosco mesmos e do amor que tivermos dado ao nosso próximo!

Ao falar do amor ao próximo, estou mais que consciente de que não existirá sem um profundo Amor a Deus, que nos manda amar o próximo como a nós mesmos!

Isto que digo pode parecer um absurdo, mas para chegar até aqui tive de passar muitos anos na procura permanente do verdadeiro caminho!

Finalmente, e com a ajuda do Senhor, penso que o encontrei, e por isso sinto-me na obrigação de partilhar um pouco desta minha longa caminhada… com muita persistência, sucessos e retrocessos!

O “Verdadeiro Rico”, neste mundo, não é o que tem muitos bens, mas o que põe tudo o que tem ao serviço de Deus e dos irmãos. Não é só bens e dinheiro, há inúmeras coisas simples que podemos partilhar e podem ajudar os irmãos e irmãs no verdadeiro caminho, é uma questão de procurarmos no mais profundo do nosso coração o que Deus quer de nós!

Hermínia Nadais

domingo, 2 de agosto de 2026

RICOS… OU POBRES???

 

 


Quando falámos em ricos, vem-nos logo à ideia aqueles que têm muitos haveres e muito dinheiro, mas, não! Não são esses os verdadeiros ricos.

Esses, são ricos, falsos! Fazem tudo pelos bens terrenos, orgulham-se das casas, carros luxuosos, belos e preciosos adereços, roupas de marca… mas… se virmos bem, esses, são os que têm menos dinheiro e menos formas de o adquirir! Esforçam-se, sim, por demais, para se mostrarem, de facto, maiores e mais importantes do que toda a gente!

Ao contrário, vemos muitas pessoas, abastadas, com muitos bens herdados ou adquiridos, empregos que os enchem de dinheiro… e têm um carro qualquer que tenha bancos para se sentar e rodas para andar, vestem roupas simples, estão sempre prontas a ajudar quem necessita, sem mostrar qualquer tipo de riqueza material na sua forma de ser e viver.

Isto… é um autêntico paradoxo, uma autêntica contradição, um absurdo total! Mas… acontece com inúmeras pessoas!

Concluindo: - A riqueza material existe… mas quando ligada ao orgulho, à arrogância, ao querer parecer mais do que o que se é, na realidade, não passa de uma ilusão!

Normalmente, este tipo de ‘ricos’, vive de parecer, e não de ser! E pouco ou nada se pode esperar deles ou delas!

Pobres de verdade, são os que, com mais ou menos bens, reconhecem a sua pequenez e, no silêncio dos dias, lutam pelo seu verdadeiro crescimento espiritual e humano ajudando quem necessita seja do que for!

Com mais ou menos bens, sermos simples, sinceros, humildes, prestáveis, presentes aos irmãos, poderemos parecer pobres, mas seremos, de facto, os verdadeiros “ricos” que Deus quer que sejamos!

Então, perguntemo-nos: “Que tipo de pessoas seremos nós? Ricos… ou pobres?”

Oxalá sejamos pobres, ainda que com muita, muita riqueza/dinheiro.

Hermínia Nadais

quinta-feira, 30 de julho de 2026

AFASTEI-ME… DAS CORRIDAS DA VIDA!

 



Frente ao mar, ouvindo o marujar das ondas sob o sol ardente, a areia mal firmava os meus pés! Sentei-me na cadeirinha de pano com os suportes bem enterrados para não cair. O guarda-sol, baixinho, nada mais cobria do que as mochilas do almoço… e a conversa era tanta e tão alta que ensurdecia os ouvidos.

Em poucos instantes… foram-se retirando, aos grupos, para diversos pontos da praia! Uns iam… outros vinham!

O ambiente barulhento perdeu a sua força quando, na hora do almoço, cada um escolheu o sítio onde preencher as necessidades estomacais… que eu e a minha irmã satisfizemos com algo que de casa extraímos antes da saída... em que a corrida foi tanta que o telemóvel escasseou… ficou no quarto onde dormiu… e muita falta me fez: nos meus joguinhos, na amostragem das horas, nas fotos, nos telefonemas!... O lembrar-me que os meus familiares se podiam querer comunicar comigo e não o podiam fazer, arrasou-me. Mas… passou… foi um único dia!...

As ondas estavam calmas e acalentadoras; as águas… nem frias… nem quentes… dependendo da forma como as sentíssemos quando nelas mergulhássemos.

As voltas e voltinhas dadas sobre a junção da água com a areia satisfaziam o gosto pelo salgado, pelo sol escaldante, pelo consolo de ter, pelo menos os pés, metidos nas águas!

Os guarda-sóis eram poucos… e foram abandonados pela sofreguidão da boca que queria saciar o estômago com algo a encontrar nos arredores da praia, diferente de nós, que mitigamos a fome com o trazido de casa.

No céu, as nuvens brancas pareciam paradas como parados estávamos sobre as silenciosas areias.

O mar, sereno, quase não se ouvia. As pombinhas, vagueavam por ali, mas, aos poucos, deixaram de ser vistas. Talvez, como muitos de nós, estivessem a dizer à praia: - Até ao ano, se Deus quiser!

Ou… talvez não! E amanhã continuarão a vaguear por ali, a escolher algo para elas saboroso extraído de entre os inumeráveis grãos de areia!

Como por encanto…  ouviu-se uma voz mais alta:

- Juntem-se todos! É hora do lanche convívio!

De imediato, todos se aglomeraram sobre o espaço escolhido para acamparmos. E começou o ditoso lanche… que acabou com risos e cantos, alegres esgargalhadas, o bater ritmado de muitas palmas!

Começaram então a repartir o excedente pelas mais pessoas presentes na praia.

E… a calma… a todos acalmou!… Voltou àquele pouco de areia que, num curto espaço de tempo, iria ficar sozinho.

A calma das pessoas, parte do coração e chega ao coração… enquanto o tempo passa e vai chegando a hora da partida: 17 horas!

A vida é linda! E neste recanto encantador, tudo parecia um resplandecer de paz e amor!

Hermínia Nadais

terça-feira, 28 de julho de 2026

SEJAMOS… NÓS!

 

Temos de ser… nós! Nós… com tudo o que temos e somos!

Claro que nos devemos preocupar com as pessoas que nos rodeiam e também com as espalhadas por todas as partes do mundo querendo o melhor para todas elas. Mas… o que pensam… o que pensarão de nós... não nos deve preocupar!

O que os outros pensam é problema deles.

E… quando os seus modos de nos olhar nos preocupam, é porque algo está errado em nós!

A nossa única preocupação deve ser ir ao mais profundo de nós mesmos, discernir o certo do errado e fazer o que achamos correto, com humildade, iluminados pela Palavra de Deus/Jesus, que nunca nos desampara! Depois, críticas, lamentações, seja o que for, são mais do que naturais, pois, isto de tentar viver o mais possível o Verdadeiro Amor será sempre criticado por quem não consegue ir além do amor egoísta que apenas se interessa pelas pessoas que lhe são úteis por alguma razão.

Amizades queridas!

Nós não o pensamos, mas aprendemos muito mais com o tentar ultrapassar as incompreensões que encontrámos do que com o bem que nos fazem.

Vencer incompreensões e desamores é subir escadas para o Senhor que, sem haver nome com que O possamos definir, foi por nós assassinado deixando escorrer por nós o seu Preciosíssimo Sangue até à última gota.

Façamos o que devemos! Sejamos… nós! E o que os outros pensam de nós… que nunca nos possa incomodar… mas sejam escadas para subirmos mais firmemente até ao Senhor da Vida de todos e todas nós, Jesus!

 

Hermínia Nadais

sexta-feira, 17 de julho de 2026

UM CÉU AZUL.. ESCONDIDO!...

 



 

Vivi, vivo, vou vivendo… sem saber o que é vida… que é assim como que um céu azul escondido por nuvens cinzentas de onde, de quando em vez, surge uma bela risada de sol!

Esta maneira de pensar pode parecer um absurdo, mas não é!

As peripécias da vida sucedem-se todos os dias, com canseiras, trabalhos, cuidados, preocupações, aflições, arrelias…

Se pararmos um pouco para pensar no imenso Amor do DEUS/AMOR por todos e cada um de nós, a calma invade o coração e a paz preenche os nossos mais recônditos vazios… assim como os esplendorosos raios de sol alegram os dias de céu cinzento e nublado.

Sem Deus… a vida é um permanente e constante… vazio!

Então… que saibamos parar, pensar, interiorizar, o bom e o menos bom, tudo quanto nos for acontecendo… para que sejamos “Esperança” no meio do mundo que tanto precisa de reconhecer em si a presença contínua do Verdadeiro Amor, Deus!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 6 de julho de 2026

OLHAR O PASSADO… PARA CORRIGIR O PRESENTE!

 


O passado, construiu-nos! O presente, encaminha-nos a vida!

Diz-se muitas vezes que os tempos mudaram… mas nós é que vamos mudando, no tempo, a nossa forma de ser e viver!

As condições climáticas apresentam muitas variações, umas dependentes de fenómenos naturais, outras ligadas ao processo de evolução pela qual o homem é responsável! Mas… foi Deus que quis que o Homem participasse na Sua obra criadora e em todo o processo de evolução Humana.

O aparecimento de novas tecnologias, eletricidade, barcos, carros, comboios, aviões, foguetões, rádio, televisão, computadores, internet, telefones, máquinas para conservar e revigorar a saúde... e... a  Inteligência Artificial… IA… que, sem “cabeça nem raciocínio”, provém de tudo quanto todas as cabeças vão colocando nas mais diversificadas formas de publicar, na Internet.

Sem dúvida, a IA é muito boa para obtermos algumas respostas… mas é preciso saber o que se pergunta... e o mínimo da resposta... pois... acreditar plenamente na IA pode ser desastroso! Alguém que perguntou à IA se podia comer cogumelos… recebeu resposta afirmativa... comeram-nos… e morreram… porque nem todos os cogumelos são comestíveis! Mas… com boas e menos boas descobertas, é este o desenvolvimento em que o Homem avança, todos os dias! E é impensável conseguir, presentemente, viver como antes vivíamos, sem todas estas novidade!

No nosso tempo de meninos e meninas, as famílias eram muito numerosas e estáveis; os filhos submissos aos pais e familiares mais idosos; as mulheres, ligadas à terra, à casa, à cozinha, às costuras, enquanto os homens faziam os trabalhos mais difíceis... e foram os primeiros e entrar no trabalho fabril!...

Quando as situações ou ambições familiares eram maiores, os homens emigravam e as mulheres esperavam-nos dentro do maior respeito. Havia desatinos, mas desvalorizados e camuflados, e em nada comparados com os de hoje. Normalmente, vinham da gente mais rica ou da mais miserável, os dois extremos sociais a que, na época, não se dava importância: os pobres… porque eram vistos como escumalha; os ricos… como senhores das grandes herdades onde os mais desfavorecidos da sorte trabalhavam… muitas vezes apenas pela sopa e um bocado de pão… eram olhados como egoístas e interesseiros, um... recurso de sobrevivência!...

Agora, canso-me de ouvir dizer que as pessoas são más e tudo vai mal! Olho para o passado e deparo com tudo isto! Olho o presente e esbarro com asneias, claro, mas também com ações maravilhosas a serem praticadas nas mais diversas partes do mundo, e no meu meio ambiente natural!… E, lembrando o velho ditado popular: ‘o bem não faz ruído’… não sei o que pensar!...

Temos de ter presente que todas as pessoas mais idosas são filhas desta sociedade escravizante em que quem tinha muitas terras, negócios ou estudos era considerado superior a todos os outros… situação que... hoje... podemos considerar a maior de todas as aberrações!...

Queiramos ou não, o nosso ambiente natural, marca-nos. Então, quando se nos apresentar uma pessoa muito autossuficiente, que não aceite sugestões nem dê ouvidos a ninguém… intuamos que é mais um fruto deste tipo de sociedade! Tenhamos compaixão, delicadeza, carinho, oração, e  ajudemo-la a interiorizar que, presentemente, a verdadeira forma de ser e viver já não é assim!

Qualquer pessoa tem saudades do passado, mas se esse passado é ruim, asfixia, agoniza! Olhar o passado é saudável, sim, mas somente na medida em que nos leve a viver bem o presente como preparação para um melhor futuro, mais consciente e dignificante! Neste maravilhoso mês de julho que nos é dado viver… sejamos gratos pela vida e aproveitemos bem todos os seus segundos! De Colores!  Hermínia Nadais

 Nota: Publicdo no jornal 'Semente' de julho

NÃO HÁ PAZ… SEM HAVER GUERRA!...

  Há muitos… muitos tipos de guerra! Muitos… mesmo! E a maior parte deles passam-nos despercebidos! Mas… é bem claro que não há paz… sem  ...