Para quem não conhece o local, é uma ria larga… muito larga!...
De dia… recheada de barquinhos a passear! Uns…
calorosos como jardins primaveris; outros… com velas brancas a flutuar ao
vento, quais brancas camélias a deslizar suavemente sobre as águas calmas!
Nalguns pontos mais profundos e entre as diversas
povoações das suas maravilhosas margens, os barcos que transportam os
passageiros correm velozmente… enquanto nos locais mais díspares e estratégicos
outros se quedam, aqui e além, dando aos pescadores a possibilidade de poderem
fazer chegar às peixarias o peixe fresquinho esperado com ansiedade.
Aquando das baixas marés, os homens e mulheres
palmilham pacientemente a lama, curvados sobre si mesmos, na apanha dos
vivaldes que as águas cuidam muito bem!
As gaivotas poisam nos cumes dos palheiros
coloridos… uma graça ímpar num outro qualquer local!
As palmeiras, dispersas no imenso relvado, vão
baloiçando, enquanto os corvos, pretinhos, rodopiam constantemente.
Os veículos circulam meigamente pela rua… ávidos de
admirar a paisagem. Algumas casas de comércio têm as suas portas engalanadas,
mas pouco movimento!
Entretanto… o sol esvai-se e a noite cai! E o
panorama da ria muda de aspeto… transforma-se num imenso lago escuro ladeado de
luzes brilhantes a infiltrarem-se na água com reflexos inigualáveis.
Que bela é a ria… neste local de sonho!
Quem nunca sorveu esta maravilha… que se apresse a
extasiar-se com ela!
Hermínia Nadais

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