Quando o tempo se esvai e o espaço me arrasa os sentidos desmesurados da vida deturpada de misérias e desalinhos, sinto-me, simplesmente, eu!
Eu, com tudo quanto reconheço em mim e não consigo
alterar sem a força descomunal do Infinito que me habita a beleza dos momentos
felizes que me prendem à existência nesta humanidade crua de sentido de que sou
parte integrante!
Nas fraquezas ternurentas dos abraços
descontrolados não consigo encontrar o rumo certo na estrada do mundo material
em que habitamos todos, como membros inseparáveis uns dos outros, ainda que
dessa verdade nos queiramos alhear.
Até quando, na busca interminavelmente indefinida
de vida plena continuarei a palmilhar os trilhos aflitivos dos encontros e
desencontros comigo mesma e com os demais... chorando ou sorrindo… sem saber
muito bem como nem porquê?!...
Não sei... não
sei bem o que fazer!... Mas sei que é assim, que eu… sou… simplesmente… eu!
Hermínia Nadais

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